quinta-feira, 10 de setembro de 2026

A Amazônia também é um sistema geoquímico

Florestas, rios, solos, sedimentos e atmosfera estão conectados por processos que envolvem a circulação e transformação de elementos químicos

A Amazônia costuma ser lembrada principalmente pela sua dimensão, biodiversidade e importância climática. Mas, além de uma imensa floresta, a região constitui um sistema complexo no qual diferentes componentes naturais interagem continuamente. Rios, solos, sedimentos, vegetação, rochas e atmosfera participam de processos físicos, químicos e biológicos que influenciam a composição e o funcionamento dos ambientes amazônicos.

É justamente nessa perspectiva que a Geoquímica contribui para compreender a Amazônia.

Onde está a Geoquímica nessa história?
Os elementos químicos estão em constante movimento entre os diferentes compartimentos do ambiente. A água, por exemplo, entra em contato com rochas e solos, promovendo processos de intemperismo e transporte de substâncias dissolvidas. Os rios também carregam partículas e sedimentos, redistribuindo materiais ao longo das bacias hidrográficas.

Um estudo publicado na revista Acta Amazonica sobre a geoquímica de rios de água preta do sudeste do Amazonas analisou parâmetros como pH, condutividade, sílica e diferentes íons dissolvidos. Os pesquisadores observaram que a composição química das águas sofre influência tanto da sazonalidade quanto das características geológicas das áreas drenadas.

Esse tipo de investigação mostra que a química da água de um rio também conta uma história sobre as rochas, os solos, o clima e os processos que ocorrem em sua bacia de drenagem.

Rios que transportam muito mais do que água
Os rios amazônicos são importantes vias de transporte de materiais. Além da água, carregam substâncias dissolvidas e partículas provenientes da erosão e do intemperismo das áreas por onde passam.

Os sedimentos, por sua vez, podem transportar e armazenar elementos químicos e matéria orgânica, participando de diferentes processos ao longo das bacias. Estudos sobre os sedimentos dos rios amazônicos investigam justamente sua composição mineralógica e química e sua relação com a origem dos materiais transportados.

Assim, observar um rio amazônico pela perspectiva geoquímica significa também perguntar: o que essa água está transportando? De onde vieram esses elementos? Como eles se transformam ao longo do percurso?

E a vegetação?
A floresta também participa ativamente desses ciclos. Os nutrientes presentes no solo podem ser absorvidos pelas plantas e retornar ao ambiente por meio da queda de folhas, decomposição da matéria orgânica e outros processos. Dessa forma, a vegetação, o solo e a água estão envolvidos em uma rede de trocas que contribui para o funcionamento dos ecossistemas.

Essa interação entre componentes bióticos e abióticos é justamente uma das características que tornam a Amazônia um sistema tão complexo e importante para as pesquisas ambientais.

Por que estudar esses processos?
Conhecer a composição química das águas, solos e sedimentos pode contribuir para compreender processos naturais e também identificar alterações provocadas por atividades humanas.

Questões relacionadas à erosão, mudanças no uso do solo, mineração, qualidade da água, transporte de sedimentos e alterações nos ciclos de elementos químicos podem ser investigadas a partir de diferentes abordagens das Ciências da Terra.

Por isso, falar sobre a Amazônia também é falar sobre Geoquímica, Hidroquímica, Geologia, Limnologia, Ciência do Solo e outras áreas que, juntas, ajudam a compreender as transformações que acontecem nesse ambiente.

Para continuar pesquisando
Para quem deseja aprofundar o tema, uma indicação especialmente interessante é a obra:

CUNHA, Hillândia Brandão da; PASCOALOTO, Domitila. Hidroquímica dos rios da Amazônia. Manaus: Governo do Estado da Amazônia; Centro Cultural dos Povos da Amazônia, 2007.

A obra é dedicada especificamente à química das águas amazônicas e surgiu, segundo o próprio INPA, da necessidade de ampliar o acesso a informações sobre os rios da região para estudantes e pesquisadores.

Também vale consultar o artigo “Geoquímica de rios de água preta do sudeste do Amazonas: origem, fluxo dos elementos e consumo de CO₂”, de Anderson da Silva Lages, Adriana Maria Coimbra Horbe e Jean-Sébastien Moquet, disponível em acesso aberto na Acta Amazonica. O estudo é particularmente interessante para quem deseja observar, na prática, como a Geoquímica pode ser utilizada para investigar as águas e os processos de uma bacia amazônica.

E a biblioteca nessa pesquisa?
É aqui que a BGQ/UFF entra como espaço de apoio à pesquisa. Uma biblioteca especializada não oferece apenas livros e artigos: ela também ajuda o pesquisador a encontrar fontes relevantes, identificar diferentes tipos de documentos e construir caminhos para aprofundar uma questão científica.

Para quem pesquisa Geoquímica e temas relacionados às Ciências da Terra, o acervo pode ser um ponto de partida para descobrir trabalhos sobre águas, solos, sedimentos, minerais, processos ambientais e diferentes aspectos da interação entre os componentes do planeta.

Em 05 de setembro foi celebrado o Dia da Amazônia, fica o convite da BGQ/UFF: além de admirar a floresta, que tal conhecer também os processos científicos que ajudam a explicar seu funcionamento?

Pesquisar é também uma forma de compreender e valorizar a complexidade da Amazônia.

terça-feira, 8 de setembro de 2026

Saber pesquisar também é saber aprender: 08/09 Dia Mundial da Alfabetização

Mais do que saber ler e escrever, a formação acadêmica exige outra habilidade fundamental: saber encontrar, avaliar e utilizar a informação de maneira crítica, ética e responsável.

Celebrado em 8 de setembro, o Dia Mundial da Alfabetização é uma oportunidade para refletirmos sobre a importância da aprendizagem e do acesso ao conhecimento. No ambiente universitário, essa reflexão ganha uma dimensão especial: para estudantes e pesquisadores, saber lidar com a informação é parte essencial do processo de construção do conhecimento.

Em uma realidade na qual temos acesso a uma quantidade cada vez maior de conteúdos, pesquisar não significa simplesmente encontrar uma informação. É necessário saber qual informação procurar, onde procurá-la, como avaliar sua qualidade e de que maneira utilizá-la.

🔎 Encontrar uma informação é apenas o começo
Uma busca rápida na internet pode apresentar milhares de resultados em poucos segundos. Mas será que todos eles são adequados para uma pesquisa acadêmica?

Uma informação disponível na internet não é necessariamente uma informação científica ou confiável. É preciso observar sua origem, autoria, finalidade, atualidade, metodologia e relação com o tema pesquisado.

No contexto acadêmico, desenvolver competências para lidar com a informação envolve, entre outras habilidades:
* identificar uma necessidade de informação;
* formular estratégias de busca;
* localizar fontes relevantes;
* avaliar a autoridade e a qualidade das informações;
* comparar diferentes fontes;
* reconhecer diferentes tipos de documentos científicos;
* utilizar as informações de maneira ética;
* registrar e organizar as fontes consultadas;
* realizar citações e referências corretamente.

O Framework for Information Literacy for Higher Education, da Association of College and Research Libraries (ACRL), amplia essa compreensão ao tratar a competência em informação como um conjunto de capacidades relacionadas à descoberta reflexiva da informação, à compreensão de como ela é produzida e valorizada e ao seu uso na criação de novos conhecimentos. (Association of College and Research Libraries, 2016)1

Ou seja, pesquisar não é apenas encontrar respostas: é também aprender a fazer perguntas, avaliar evidências e construir conhecimento a partir delas.

📚 Informação científica exige olhar crítico
Para quem desenvolve uma pesquisa acadêmica, a escolha das fontes pode influenciar diretamente a qualidade do trabalho.

Um artigo científico, uma tese, uma dissertação, um livro especializado, um relatório técnico ou uma página institucional podem ter finalidades e características diferentes. Saber reconhecer essas diferenças ajuda o pesquisador a selecionar os materiais mais adequados para cada etapa de sua investigação.

Também é importante considerar que a informação científica está inserida em um processo contínuo de produção e discussão do conhecimento. O Framework da ACRL, por exemplo, apresenta conceitos como “Research as Inquiry” (Pesquisa como investigação), “Searching as Strategic Exploration” (Busca como exploração estratégica) e “Authority Is Constructed and Contextual” (A autoridade é construída e contextual). (Association of College and Research Libraries
, 2016)1

Essas perspectivas ajudam a compreender que uma pesquisa não se resume a localizar um documento. É necessário interpretar, questionar, relacionar e contextualizar as informações encontradas.

🧪 E na pesquisa em Geoquímica?
Na área de Geoquímica e Ciências da Terra, a competência em informação também é fundamental.

Uma investigação pode envolver artigos científicos, livros, teses, dissertações, trabalhos apresentados em eventos, dados científicos, mapas, relatórios técnicos e documentos produzidos por instituições de pesquisa e órgãos públicos.

Dependendo do tema, o pesquisador pode precisar localizar informações sobre:
🌎 composição química de rochas e minerais;
💧 qualidade e composição de águas;
🪨 solos e sedimentos;
🌱 ciclos biogeoquímicos;
🌊 ambientes costeiros e marinhos;
☁️ processos atmosféricos;
♻️ impactos ambientais e contaminação;
🔬 técnicas e métodos analíticos.

Nesse contexto, saber pesquisar é uma competência científica. Uma boa estratégia de busca pode ampliar o levantamento bibliográfico, ajudar a localizar estudos relevantes e evitar que informações importantes sejam deixadas de lado.

🏛️ Onde entra a biblioteca?
É justamente nesse processo que a biblioteca universitária pode atuar como parceira do pesquisador.

Mais do que disponibilizar livros e outros documentos, as bibliotecas podem contribuir para o desenvolvimento das competências necessárias para localizar, avaliar e utilizar a informação científica.

A própria ACRL destaca o papel dos bibliotecários e das bibliotecas na criação de ações de formação em competência em informação e na colaboração com professores e outros setores das instituições de ensino superior. (Association of College and Research Libraries, 2016)2

Na Biblioteca de Pós-Graduação em Geoquímica (BGQ), esse trabalho está diretamente relacionado às necessidades de informação da comunidade acadêmica.

Nosso acervo é voltado principalmente para Geoquímica e áreas relacionadas às Ciências da Terra, reunindo diferentes tipos de materiais que podem apoiar estudantes e pesquisadores em suas atividades acadêmicas. Também contamos com exemplares que abordam questões ambientais e temas que dialogam com diferentes áreas do conhecimento. Além das bibliotecas digitais, repositório institucional e acesso ao Portal de Periódicos da CAPES.

Assim, a biblioteca pode ser um ponto de partida, e também de apoio ao longo de toda a pesquisa, para quem precisa encontrar literatura científica, identificar fontes relevantes e desenvolver estratégias mais eficientes de busca e recuperação da informação.

Aprender a pesquisar é aprender continuamente
A competência em informação não é uma habilidade que se desenvolve de uma única vez. Ela acompanha a trajetória acadêmica e pode ser aprimorada à medida que o pesquisador se depara com novas fontes, ferramentas, bases de dados e formas de produção e disseminação do conhecimento.

Em um cenário informacional cada vez mais complexo, essa capacidade se torna ainda mais importante.

Por isso, neste Dia Mundial da Alfabetização, a BGQ reforça uma mensagem que vale para toda a comunidade acadêmica:


📚Precisa encontrar informação científica para sua pesquisa? Conte com a BGQ.


Fonte:

ASSOCIATION OF COLLEGE AND RESEARCH LIBRARIES. Framework for Information Literacy for Higher Education. Chicago: American Library Association, 2016. Disponível em: https://www.ala.org/acrl/standards/ilframework?utm_source=chatgpt.com. Acesso em: 8 set. 2026.

[1]: https://www.ala.org/acrl/standards/ilframework?utm_source=chatgpt.com "Framework for Information Literacy for Higher Education | Association of College and Research Libraries"

[2]: https://www.ala.org/acrl/standards/ilframeworkapps?utm_source=chatgpt.com "Framework for Information Literacy Appendices | Association of College and Research Libraries"



quinta-feira, 3 de setembro de 2026

Ciência em destaque: o papel do biólogo nas Ciências da Terra


Como a Biologia pode contribuir para a compreensão dos processos que acontecem no planeta? A resposta está na interação entre os diferentes componentes da Terra e no diálogo entre as áreas do conhecimento.

No dia 3 de setembro, Dia do Biólogo, a Biblioteca de Pós-Graduação em Geoquímica (BGQ/UFF) destaca a importância da atuação desse profissional na compreensão dos sistemas naturais e das complexas relações entre os organismos vivos e o ambiente.

Embora a Biologia tenha como objeto central de estudo a vida, os organismos não estão isolados do meio em que vivem. A vida está diretamente relacionada à água, ao solo, às rochas, aos minerais, à atmosfera e aos diferentes elementos químicos presentes nos ambientes. Dessa forma, compreender os fenômenos naturais muitas vezes exige uma perspectiva que ultrapasse os limites de uma única área do conhecimento.

Quando diferentes ciências se encontram
As Ciências da Terra reúnem diferentes campos dedicados ao estudo do planeta, de sua composição, estrutura, dinâmica e dos processos que nele ocorrem. Nesse contexto, áreas como Geologia, Geoquímica, Biologia, Ecologia e Ciências Ambientais podem estabelecer importantes relações.

Um exemplo está nos ciclos biogeoquímicos, nos quais elementos químicos circulam entre a atmosfera, a água, o solo, as rochas e os organismos. Carbono, nitrogênio, fósforo e enxofre, entre outros elementos, participam de processos que envolvem simultaneamente componentes biológicos, químicos e geológicos.

A atuação integrada dessas áreas permite investigar questões como:
  • a relação entre organismos e características químicas do solo;
  • a disponibilidade e a ciclagem de nutrientes nos ecossistemas;
  • as interações entre vegetação, solo e água;
  • a influência dos organismos sobre processos de transformação da matéria;
  • a qualidade de águas superficiais e subterrâneas;
  • a dinâmica de elementos químicos nos ambientes naturais;
  • os impactos das atividades humanas sobre os ecossistemas.
Assim, o conhecimento produzido pela Biologia pode complementar estudos desenvolvidos no campo das Geociências e da Geoquímica, contribuindo para uma compreensão mais ampla dos sistemas terrestres.

E onde entra a Geoquímica?
A Geoquímica ocupa uma posição particularmente interessante nessa interface porque investiga a composição química da Terra e o comportamento e a distribuição dos elementos químicos em seus diferentes ambientes.

Ao estudar solos, águas, rochas, sedimentos e outros materiais, a Geoquímica pode contribuir para compreender como os elementos são transportados, transformados e incorporados aos diferentes compartimentos do ambiente.

Mas esses processos não acontecem de maneira isolada.

A presença de organismos, a atividade microbiana, a decomposição da matéria orgânica e a absorção de nutrientes pelas plantas, por exemplo, podem influenciar diretamente a mobilidade e a disponibilidade de elementos químicos no ambiente.

É justamente nessa zona de interação que o diálogo entre Biologia, Geoquímica e outras áreas das Ciências da Terra se torna tão importante.

Biodiversidade e ambiente: uma relação inseparável
A biodiversidade também está profundamente relacionada às características físicas e químicas dos ambientes.

As condições do solo, a disponibilidade de água, a composição mineralógica e química dos substratos e as características climáticas podem influenciar a distribuição e a sobrevivência dos organismos. Ao mesmo tempo, os próprios organismos modificam o ambiente em que vivem.

A vegetação, por exemplo, participa da formação e transformação da matéria orgânica do solo, interfere na retenção de água e contribui para a ciclagem de diversos nutrientes. Microrganismos também desempenham funções importantes na decomposição da matéria orgânica e na transformação de elementos químicos.

Dessa maneira, estudar a biodiversidade também pode significar estudar as relações químicas, físicas e ambientais que sustentam a vida.

O papel da biblioteca na construção desse conhecimento
Para que essas relações sejam investigadas, é fundamental que pesquisadores e estudantes tenham acesso a informações científicas confiáveis.

É nesse processo que as bibliotecas universitárias desempenham uma função essencial: selecionar, organizar, preservar e possibilitar o acesso à produção científica e acadêmica.

Na Biblioteca de Pós-Graduação em Geoquímica (BGQ/UFF), nosso acervo é direcionado principalmente à Geoquímica e às áreas relacionadas às Ciências da Terra. Entre os materiais disponíveis, encontram-se também publicações que abordam temas ambientais e questões que dialogam com diferentes campos do conhecimento.

Essa característica do acervo possibilita que estudantes e pesquisadores encontrem fontes para investigações que ultrapassam uma abordagem exclusivamente disciplinar, especialmente em temas relacionados à água, solo, sedimentos, recursos naturais, processos ambientais e interações entre os componentes dos sistemas terrestres.

A pesquisa científica contemporânea é cada vez mais marcada pela colaboração entre diferentes áreas. Por isso, conhecer as possibilidades oferecidas pelo acervo e saber localizar informações relevantes são etapas importantes para a construção de trabalhos acadêmicos consistentes.

Ciência que dialoga
O Dia do Biólogo é, portanto, uma oportunidade não apenas para homenagear os profissionais da área, mas também para refletir sobre a importância da integração entre os diferentes campos científicos.

A compreensão dos sistemas naturais depende da observação de suas múltiplas dimensões. Vida, água, solo, rochas, minerais e atmosfera fazem parte de um mesmo planeta e estão conectados por processos que não podem ser compreendidos completamente quando analisados de forma isolada.

Biologia, Geociências e Geoquímica podem, cada uma a partir de suas perspectivas, contribuir para desvendar essas conexões.

Neste 3 de setembro, a BGQ/UFF parabeniza todos os biólogos e biólogas e reforça a importância da ciência construída a partir do diálogo, da colaboração e do acesso à informação de qualidade.

Quer pesquisar sobre Geoquímica, meio ambiente ou temas relacionados às Ciências da Terra?
Conte com a BGQ/UFF para encontrar informação científica que possa contribuir para sua pesquisa.


 

quarta-feira, 2 de setembro de 2026

Setembro chegou e, na Biblioteca de Pós-Graduação em Geoquímica (BGQ/UFF), o mês será dedicado à ciência, à informação e à compreensão dos processos que fazem parte do planeta em que vivemos

As Ciências da Terra nos ajudam a compreender a dinâmica e a composição do nosso planeta a partir da investigação de diferentes componentes e processos naturais. Rochas, minerais, solos, águas, atmosfera, sedimentos e organismos estão em constante interação, formando sistemas complexos e interdependentes.

Nesse contexto, a Geoquímica desempenha um papel fundamental ao investigar a distribuição, a composição e o comportamento dos elementos químicos na Terra, contribuindo para a compreensão das transformações que ocorrem nos diferentes ambientes terrestres. Seus estudos dialogam com diversas áreas do conhecimento e podem contribuir para questões relacionadas aos recursos naturais, à qualidade ambiental, às mudanças nos ecossistemas e à compreensão dos ciclos biogeoquímicos.

🌱 Um mês para conectar diferentes temas
Ao longo de setembro, a BGQ irá utilizar algumas datas e temas relacionados às Ciências da Terra e ao meio ambiente como ponto de partida para apresentar conteúdos científicos de forma acessível e estimular a reflexão sobre as relações entre os diferentes componentes do planeta.

Entre os assuntos que estarão em destaque estão:
🌳 Amazônia, com atenção às interações entre floresta, água, solo, sedimentos e processos geoquímicos;
🌱 Cerrado, abordando as relações entre solo, rochas, águas subterrâneas, vegetação e dinâmica ambiental;
☁️ Atmosfera, incluindo aspectos relacionados à composição química e aos processos que ocorrem nesse importante sistema terrestre;
💧 Água, elemento essencial aos processos naturais e à manutenção dos ecossistemas;
🪨 Solo e sedimentos, importantes registros e participantes dos processos físicos, químicos e biológicos que acontecem na superfície terrestre;
🌿 Vegetação, considerando suas relações com o solo, a água e a ciclagem de elementos;
🌸 Primavera, como oportunidade para compreender fenômenos naturais e as relações entre a Terra e o Sol;

📚 Informação científica, destacando a importância da pesquisa, da qualidade das fontes e do acesso ao conhecimento científico.

🔬 Ciência para compreender e transformar
Falar sobre esses temas também significa reconhecer a importância da ciência para a sociedade. A investigação científica permite compreender fenômenos naturais, identificar mudanças ambientais, produzir conhecimento e oferecer subsídios para a tomada de decisões relacionadas à conservação e ao uso responsável dos recursos naturais.

Mais do que apresentar conceitos isolados, a proposta da BGQ é mostrar que os diferentes sistemas da Terra estão conectados. Uma alteração na composição de um solo pode influenciar a qualidade da água; os processos que ocorrem nas rochas participam da disponibilização de elementos para os ecossistemas; a vegetação interfere na ciclagem de nutrientes; e a atmosfera mantém complexas interações com a superfície terrestre.

Compreender essas conexões é uma das contribuições das Ciências da Terra e de áreas como a Geoquímica.

📖 A biblioteca também faz parte dessa conexão
A produção científica só cumpre plenamente seu papel quando pode ser encontrada, acessada e utilizada por estudantes, pesquisadores e pela sociedade.

Nesse processo, as bibliotecas universitárias exercem uma importante função: preservar, organizar e facilitar o acesso à informação científica.

Na BGQ, o acervo e os serviços estão voltados especialmente às necessidades de informação da comunidade acadêmica vinculada à área de Geoquímica e campos relacionados. Livros, teses, dissertações e outros materiais constituem fontes importantes para o desenvolvimento de pesquisas e para a construção do conhecimento.

Por isso, durante este mês, além de conhecer um pouco mais sobre diferentes temas das Ciências da Terra, o convite é também para pesquisar, descobrir novas fontes e utilizar a informação científica de forma responsável.

🌎 Em setembro, acompanhe a BGQ e descubra como diferentes áreas do conhecimento podem se conectar para ajudar a compreender a Terra.

🔬 Ciência que conecta. Informação que transforma. Conhecimento que permanece.



quinta-feira, 27 de agosto de 2026

3 leituras essenciais para entender as transformações do planeta

Agosto chega ao fim, mas o convite para conhecer, pesquisar e compreender o planeta continua!

A Biblioteca de Pós-Graduação em Geoquímica (BGQ/UFF) selecionou três obras do seu acervo que podem contribuir para quem deseja ampliar seus conhecimentos sobre as transformações da Terra, o ambiente e o território, aproximando diferentes perspectivas das Ciências da Terra.

Da evolução do planeta ao uso de ferramentas para análise ambiental e aos processos geoquímicos que ocorrem em ambientes costeiros, as obras selecionadas mostram como diferentes áreas do conhecimento podem se complementar na compreensão dos sistemas naturais e de suas transformações.

1. Curso de evolução da Terra
ALBUQUERQUE, Ana Luiza Spadano; SILVA, Wanilson Luiz; PATCHINEELAM, Soraya Maia (coord.). Curso de evolução da Terra. Niterói: UFF, Programa de Geoquímica, 2002.

O material apresenta uma perspectiva ampla sobre a evolução da Terra e os processos que contribuíram para a formação e transformação do nosso planeta, estabelecendo uma interessante conexão com as Ciências da Terra e a Geoquímica.
📚 Número de chamada: CD551 C977 2002

2. Geoprocessamento e análise ambiental: aplicações
SILVA, Jorge Xavier da; ZAIDAN, Ricardo Tavares (org.). Geoprocessamento e análise ambiental: aplicações. 7. ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2013.

Uma referência para compreender como o geoprocessamento pode ser utilizado na análise ambiental, permitindo relacionar informações espaciais e apoiar estudos e processos de planejamento e gestão do território.
📚 Número de chamada: 333.7 G345 7.ed. 2013

3. Environmental Geochemistry of Coastal Lagoon Systems of Rio de Janeiro, Brazil
KNOPPERS, Bastiaan Adriaan; BIDONE, Edison Dausacker; CARNEIRO, Alex Pires; ABRÃO, Jorge João (coord.). Environmental Geochemistry of Coastal Lagoon Systems of Rio de Janeiro, Brazil. Niterói: UFF, Programa de Geoquímica, 1999.

Uma obra especialmente interessante para a comunidade da BGQ por abordar a Geoquímica Ambiental de sistemas lagunares costeiros do Rio de Janeiro. Publicada pelo Programa de Geoquímica da UFF, a obra integra a Série Geoquímica Ambiental, nº 6, e apresenta 210 páginas.
📚 Número de chamada: 551.9098153 E61 1999

Conhecimento que atravessa diferentes áreas

As três obras selecionadas mostram diferentes maneiras de olhar para a Terra: compreender sua evolução, analisar espacialmente o ambiente e investigar os processos geoquímicos que ocorrem nos sistemas naturais.

Que tal aproveitar para explorar o catálogo da UFF e descobrir outras referências para seus estudos e pesquisas?
Pesquise no catálogo da UFF e encontre novas possibilidades para sua pesquisa!

📚 Conhecimento para compreender o planeta.
🌎 Referências para transformar a pesquisa.

terça-feira, 25 de agosto de 2026

Agosto Dourado: maternidade e acolhimento na universidade

Agosto também é marcado pelo Agosto Dourado, campanha de conscientização sobre a importância do aleitamento materno e de incentivo à proteção, promoção e apoio à amamentação.

Mais do que falar sobre saúde, o período também é uma oportunidade para refletirmos sobre os desafios enfrentados pelas mulheres que conciliam a maternidade com os estudos e a vida acadêmica.

Maternidade também tem espaço na universidade
A permanência de estudantes mães na universidade depende de informação, acolhimento e de condições que permitam conciliar a maternidade com a formação acadêmica.

Na Biblioteca de Pós-Graduação em Geoquímica (BGQ/UFF), buscamos manter um ambiente acolhedor, respeitoso e inclusivo para toda a comunidade acadêmica.

Quer contribuir de alguma maneira? 
Na Reitoria da UFF há uma campanha de arrecadação de potes de vidro com tampa plástica. Se você possui potes adequados para doação, pode contribuir com a campanha.
📍 Local de entrega: Setor de Saúde CASQ, na Reitoria da UFF.

A participação da comunidade ajuda a fortalecer iniciativas de apoio e cuidado relacionadas à maternidade e ao aleitamento materno.

Informação também é acolhimento
Além de apoiar iniciativas como essa, a comunidade acadêmica pode buscar informações sobre os direitos das mães universitárias e os serviços de apoio disponíveis na universidade.

💛 Neste Agosto Dourado, reforçamos a importância de uma universidade que acolhe, informa e cria condições para que a maternidade e a formação acadêmica possam caminhar juntas.



quinta-feira, 20 de agosto de 2026

Ficha Catalográfica: veja como elaborar a sua

Está na etapa final do seu TCC, dissertação ou tese? Então é importante lembrar da Ficha Catalográfica, elemento que faz parte da apresentação dos trabalhos acadêmicos.

Na BGQ, o processo é simples e realizado totalmente online. O estudante deve acessar a página de Ficha Catalográfica das Bibliotecas UFF, selecionar a opção correspondente à sua biblioteca/curso e preencher o formulário com os dados solicitados.

Após concluir o preenchimento, a Ficha Catalográfica é gerada automaticamente, e o estudante já pode baixar o arquivo em PDF para inserir em seu trabalho.
💡 Dica da BGQ: Separe previamente as informações necessárias e confira os dados antes de finalizar o formulário.

Em caso de dúvidas sobre o preenchimento, entre em contato com a equipe da BGQ ou procure nosso balcão de atendimento. Estamos à disposição para ajudar você nessa etapa final da produção acadêmica!