quinta-feira, 17 de setembro de 2026

O que a Geoquímica tem a ver com a camada de ozônio?

Da composição química da atmosfera às reações que influenciam a concentração de ozônio na estratosfera

Quando pensamos em Geoquímica, é comum associarmos a área ao estudo de rochas, minerais, solos, águas e sedimentos. Mas os processos geoquímicos também acontecem em um ambiente que muitas vezes está fora do nosso campo de visão: a atmosfera.

A composição química da atmosfera é dinâmica. Os gases presentes nela participam de reações, são transportados por diferentes movimentos atmosféricos e podem sofrer transformações provocadas pela radiação solar. A camada de ozônio é um dos exemplos mais conhecidos dessa complexa interação entre química e processos atmosféricos.

O que é o ozônio?

O ozônio é uma molécula formada por três átomos de oxigênio (O₃). Embora possa ser encontrado em diferentes regiões da atmosfera, sua presença na estratosfera é especialmente importante.

Cerca de 90% do ozônio atmosférico encontra-se na estratosfera, principalmente entre aproximadamente 20 e 25 km de altitude. Nessa região está o que chamamos de camada de ozônio, uma área de maior concentração relativa de O₃.

Uma relação constante com a radiação solar

A formação e a destruição do ozônio estão relacionadas à radiação ultravioleta do Sol.

De maneira simplificada, a radiação UV pode provocar a quebra de moléculas de oxigênio (O₂), produzindo átomos de oxigênio que podem reagir com outras moléculas de O₂ e formar O₃. Ao mesmo tempo, o próprio ozônio absorve radiação ultravioleta e pode ser novamente dissociado.

Isso significa que a camada de ozônio não é uma estrutura estática: há continuamente processos de formação e destruição de moléculas de O₃. Estudos recentes mostram que essa relação fotoquímica é fundamental para compreender o comportamento do ozônio estratosférico.

Onde entra a Geoquímica?

É justamente nesse ponto que a Geoquímica encontra a química atmosférica.

A concentração de ozônio depende de uma série de processos químicos e físicos que envolvem diferentes espécies presentes na atmosfera. Ciclos envolvendo oxigênio, hidrogênio, nitrogênio e halogênios, por exemplo, podem influenciar a formação e a destruição do O₃.

Além das reações químicas, transporte atmosférico, circulação, temperatura, radiação solar e aerossóis também interferem no comportamento do ozônio.

Por isso, estudar a atmosfera exige uma abordagem integrada, na qual química, física, climatologia e Ciências da Terra dialogam entre si.

A camada de ozônio e as mudanças ambientais

A história da camada de ozônio também mostra como alterações na composição química da atmosfera podem produzir efeitos em escala planetária.

Substâncias contendo cloro e bromo, utilizadas em diversos produtos industriais ao longo do século XX, contribuíram para a destruição do ozônio estratosférico. A redução dessas substâncias após a adoção do Protocolo de Montreal está associada à recuperação gradual da camada de ozônio.

Entretanto, a recuperação não significa que o tema deixou de ser objeto de pesquisa. Estudos recentes apontam que mudanças climáticas, eventos vulcânicos e outras alterações na composição atmosférica podem modificar os processos que controlam o ozônio.

Em 2024, por exemplo, pesquisadores analisaram como o material lançado na estratosfera pela erupção do vulcão Hunga Tonga–Hunga Ha'apai, em 2022, contribuiu para alterações químicas relacionadas à destruição do ozônio. O estudo estimou contribuições químicas de até 4% de destruição do ozônio em determinadas regiões de médias latitudes e até 20% sobre a Antártica, destacando a importância de eventos naturais extremos para a química estratosférica.

Atmosfera também é território das Ciências da Terra

Estudar a camada de ozônio é, portanto, estudar as relações entre matéria, energia e processos químicos que acontecem no sistema Terra.

Para a Geoquímica, a atmosfera representa mais um ambiente no qual elementos e compostos químicos circulam, transformam-se e interagem. A investigação desses processos contribui para compreender fenômenos ambientais que ultrapassam os limites entre atmosfera, hidrosfera, biosfera e geosfera.

É também um bom exemplo de como as Ciências da Terra são interdisciplinares: compreender um fenômeno atmosférico pode exigir conhecimentos de química, física, climatologia, geociências, modelagem e observação ambiental.

Para continuar pesquisando

Para quem quiser aprofundar o tema, duas referências recentes podem ser bons pontos de partida:

1. CHIPPERFIELD, Martyn P.; BEKKI, Slimane. Stratospheric ozone: depletion, recovery and new challenges. Atmospheric Chemistry and Physics, v. 24, n. 4, p. 2783-2802, 2024. DOI: 10.5194/acp-24-2783-2024. O artigo apresenta uma discussão atual sobre a destruição e recuperação do ozônio estratosférico e os novos desafios relacionados às mudanças na composição atmosférica.

2. MATCH, A.; GERBER, E. P.; FUEGLISTALER, S. Beyond self-healing: stabilizing and destabilizing photochemical adjustment of the ozone layer. Atmospheric Chemistry and Physics, v. 24, p. 10305-10322, 2024. DOI: 10.5194/acp-24-10305-2024. O estudo aborda os mecanismos fotoquímicos envolvidos na formação, destruição e ajuste do ozônio na estratosfera, discutindo inclusive como mudanças na radiação UV podem afetar esses processos.

E onde entra a BGQ/UFF?

A biblioteca universitária também participa desse processo ao possibilitar o acesso à literatura científica necessária para compreender fenômenos complexos como esses.

Na Biblioteca de Pós-Graduação em Geoquímica da UFF, livros, artigos, teses, dissertações e outros documentos relacionados à Geoquímica e às Ciências da Terra podem servir como ponto de partida para pesquisas sobre atmosfera, química ambiental, ciclos de elementos, mudanças ambientais e processos geoquímicos.

Acesse o nosso catálogo e veja as obras relacionadas a este tema, como:

FINLAYSON-PITTS, Barbara J.; PITTS, James N. Chemistry of the upper and lower atmosphere: theory, experiments and applications. San Diego, 2000. 969 p. 

📚 Número de chamada: 551.511 F512 2000

SEINFELD, John H.; PANDIS, Spyros N. Atmospheric chemistry and physics: from air pollution to climate change. 2nd ed. New Jersey: J. Wiley & Sons, c2006. 1203 p. 

📚 Número de chamada: 551.511 S461 2. ed. c2006

A camada de ozônio mostra que a Terra é um sistema integrado: até mesmo os processos que acontecem a quilômetros acima de nossas cabeças fazem parte da dinâmica química do planeta.

quarta-feira, 16 de setembro de 2026

Cerrado: muito além da paisagem

Solo, água, rochas, microrganismos e elementos químicos revelam a complexidade de um dos mais importantes biomas brasileiros

Quando pensamos no Cerrado, é comum imaginarmos árvores retorcidas, campos, flores, veredas e uma paisagem marcada pela alternância entre períodos de chuva e seca. Entretanto, existe uma parte fundamental desse ambiente que permanece escondida aos nossos olhos: o que acontece abaixo da superfície?

Sob a vegetação existe um sistema complexo formado por solos, rochas, água subterrânea, microrganismos e matéria orgânica. Esses componentes não funcionam de maneira isolada. Eles estabelecem relações contínuas que influenciam a infiltração e o armazenamento da água, a circulação de elementos químicos e a formação e transformação dos solos.

É nesse universo que as Ciências da Terra encontram um importante campo de investigação.

Um bioma profundamente relacionado à água

O Cerrado ocupa uma posição estratégica no território brasileiro e está associado a importantes bacias hidrográficas. Sua relação com os recursos hídricos vai muito além dos rios que podemos observar na superfície.

A água da chuva pode infiltrar-se pelo solo e alcançar camadas mais profundas, contribuindo para a recarga dos sistemas de águas subterrâneas. Esse processo é influenciado por diversos fatores, entre eles as propriedades hidráulicas do solo, a geologia, o relevo, a cobertura vegetal e o uso da terra. Pesquisas sobre a recarga subterrânea no Cerrado destacam justamente a importância de compreender esses fatores para a gestão dos recursos hídricos.

Por isso, a conhecida expressão “Cerrado, berço das águas” ganha um significado mais amplo quando observamos o que ocorre no subsolo. A Embrapa, por exemplo, destaca a importância hidrogeológica do bioma e aborda a relação entre águas subterrâneas, características geológicas e funcionamento das bacias.

O que as rochas têm a ver com a água?

A água que circula pelo ambiente entra em contato com os materiais geológicos. Ao atravessar solos e rochas, pode dissolver e transportar diferentes substâncias.

Esse processo está relacionado ao intemperismo, conjunto de processos físicos e químicos que promovem a alteração das rochas na superfície terrestre. A água, portanto, não é apenas transportada pelo ambiente: ela também participa de transformações químicas e pode carregar elementos provenientes dos materiais com os quais entra em contato.

É nesse ponto que a Geoquímica oferece uma importante perspectiva de investigação.

Ao analisar a composição química de águas, solos, rochas e sedimentos, pesquisadores podem buscar respostas para perguntas como:

Quais elementos estão presentes nesses materiais?

De onde eles vieram?

Como são transportados pelo ambiente?

O que acontece com eles durante a circulação da água?

Como atividades humanas podem modificar esses processos?

O solo também é parte do sistema

O solo não é simplesmente uma camada que recobre a superfície terrestre. Ele é um sistema dinâmico, formado pela interação entre minerais, matéria orgânica, água, ar e organismos.

Suas características físicas e químicas influenciam a capacidade de armazenar e movimentar água. Estudos realizados em áreas de Cerrado mostram, por exemplo, que propriedades como textura, matéria orgânica e estrutura do solo estão relacionadas à retenção e à movimentação da água.

Além disso, alterações no uso e manejo da terra podem modificar propriedades do solo e interferir nos processos relacionados à água. Por isso, compreender o solo é também compreender parte da dinâmica ambiental do Cerrado.

E os microrganismos?

Existe ainda uma dimensão que não conseguimos observar diretamente: a vida microscópica presente no solo.

Microrganismos participam da decomposição da matéria orgânica e de processos relacionados à ciclagem de nutrientes. Dessa maneira, os componentes biológicos também fazem parte das transformações químicas que ocorrem no ambiente.

Temos, então, uma verdadeira rede de relações:

rocha → solo → água → elementos químicos → microrganismos → vegetação

Mas essa sequência não é linear. Todos esses componentes interagem continuamente, formando um sistema dinâmico.

Onde entra a Geoquímica?

A Geoquímica ajuda a investigar justamente a distribuição, a circulação e as transformações dos elementos químicos na Terra.

No Cerrado, essa abordagem pode contribuir para estudos relacionados à composição de águas subterrâneas e superficiais, características químicas dos solos, intemperismo de rochas, transporte de sedimentos, ciclagem de nutrientes e possíveis alterações provocadas pelo uso da terra.

Um estudo recente sobre a dinâmica hídrica de solos de Cerrado na Serra da Canastra, por exemplo, encontrou elevada capacidade de infiltração na área analisada e relacionou esse comportamento às características do solo e à atuação de elementos da paisagem, incluindo vegetação e organismos do solo.

Outro aspecto importante é a qualidade da água subterrânea. Pesquisas demonstram que determinadas propriedades dos solos podem influenciar a vulnerabilidade desses recursos à contaminação, reforçando a importância de conhecer as características físicas e químicas do ambiente.

Estudar o Cerrado é olhar para o sistema inteiro

A conservação do Cerrado depende também da compreensão de suas conexões.

Não basta olhar somente para a vegetação ou para os rios. É preciso considerar as relações entre solo, água, rocha, atmosfera e vida, além das transformações provocadas pelas diferentes formas de ocupação do território.

Essa perspectiva interdisciplinar é justamente uma das contribuições das Ciências da Terra: compreender que uma alteração em determinado componente pode produzir efeitos em outros.

Por isso, estudar o Cerrado também é estudar as relações entre solo, água, rocha e vida.

Para continuar pesquisando

Para quem quiser aprofundar o tema, uma indicação bastante pertinente é o capítulo:

AUGUSTO, Vagney Aparecido; CAMPOS, José Eloi Guimarães. Potencial hidrogeológico do Cerrado. In: RODRIGUES, Luís Nobre (ed.). Agricultura irrigada no Cerrado: subsídios para o desenvolvimento sustentável. 2. ed. rev. e ampl. Brasília, DF: Embrapa, 2024. cap. 7, p. 235-277. (Acesse aqui)

A publicação aborda justamente o potencial hidrogeológico do Cerrado e ajuda a compreender o significado da expressão “berço das águas” a partir da perspectiva das águas subterrâneas e das características do território. A obra está disponível em acesso aberto pela Embrapa.

Outra leitura interessante é o artigo “Avaliação da Recarga de Águas Subterrâneas em Ambiente de Cerrado com Base em Modelagem Numérica do Fluxo em Meio Poroso Saturado” (Santos; Koide, 2016), publicado na Revista Brasileira de Recursos Hídricos. O estudo investiga os processos de recarga de águas subterrâneas e os fatores que influenciam sua distribuição no Cerrado.

E onde entra a BGQ/UFF?

Para a Biblioteca de Pós-Graduação em Geoquímica (BGQ/UFF), discutir o Cerrado também é uma oportunidade de aproximar ciência e informação.

Questões envolvendo água, solos, rochas, sedimentos, minerais e elementos químicos fazem parte de diferentes campos de pesquisa relacionados à Geoquímica e às Ciências da Terra.

A biblioteca pode ser o ponto de partida para quem deseja localizar literatura científica, conhecer diferentes abordagens sobre um problema de pesquisa e aprofundar seus conhecimentos por meio de livros, artigos, teses e dissertações.

No Dia Nacional do Cerrado (11 de setembro), o convite da BGQ é para olhar além da paisagem: compreender o que existe sob nossos pés também é uma forma de entender e valorizar esse importante bioma brasileiro.

Ciência, informação e conhecimento ajudam a revelar as conexões que fazem o Cerrado funcionar.


quinta-feira, 10 de setembro de 2026

A Amazônia também é um sistema geoquímico

Florestas, rios, solos, sedimentos e atmosfera estão conectados por processos que envolvem a circulação e transformação de elementos químicos

A Amazônia costuma ser lembrada principalmente pela sua dimensão, biodiversidade e importância climática. Mas, além de uma imensa floresta, a região constitui um sistema complexo no qual diferentes componentes naturais interagem continuamente. Rios, solos, sedimentos, vegetação, rochas e atmosfera participam de processos físicos, químicos e biológicos que influenciam a composição e o funcionamento dos ambientes amazônicos.

É justamente nessa perspectiva que a Geoquímica contribui para compreender a Amazônia.

Onde está a Geoquímica nessa história?
Os elementos químicos estão em constante movimento entre os diferentes compartimentos do ambiente. A água, por exemplo, entra em contato com rochas e solos, promovendo processos de intemperismo e transporte de substâncias dissolvidas. Os rios também carregam partículas e sedimentos, redistribuindo materiais ao longo das bacias hidrográficas.

Um estudo publicado na revista Acta Amazonica sobre a geoquímica de rios de água preta do sudeste do Amazonas analisou parâmetros como pH, condutividade, sílica e diferentes íons dissolvidos. Os pesquisadores observaram que a composição química das águas sofre influência tanto da sazonalidade quanto das características geológicas das áreas drenadas.

Esse tipo de investigação mostra que a química da água de um rio também conta uma história sobre as rochas, os solos, o clima e os processos que ocorrem em sua bacia de drenagem.

Rios que transportam muito mais do que água
Os rios amazônicos são importantes vias de transporte de materiais. Além da água, carregam substâncias dissolvidas e partículas provenientes da erosão e do intemperismo das áreas por onde passam.

Os sedimentos, por sua vez, podem transportar e armazenar elementos químicos e matéria orgânica, participando de diferentes processos ao longo das bacias. Estudos sobre os sedimentos dos rios amazônicos investigam justamente sua composição mineralógica e química e sua relação com a origem dos materiais transportados.

Assim, observar um rio amazônico pela perspectiva geoquímica significa também perguntar: o que essa água está transportando? De onde vieram esses elementos? Como eles se transformam ao longo do percurso?

E a vegetação?
A floresta também participa ativamente desses ciclos. Os nutrientes presentes no solo podem ser absorvidos pelas plantas e retornar ao ambiente por meio da queda de folhas, decomposição da matéria orgânica e outros processos. Dessa forma, a vegetação, o solo e a água estão envolvidos em uma rede de trocas que contribui para o funcionamento dos ecossistemas.

Essa interação entre componentes bióticos e abióticos é justamente uma das características que tornam a Amazônia um sistema tão complexo e importante para as pesquisas ambientais.

Por que estudar esses processos?
Conhecer a composição química das águas, solos e sedimentos pode contribuir para compreender processos naturais e também identificar alterações provocadas por atividades humanas.

Questões relacionadas à erosão, mudanças no uso do solo, mineração, qualidade da água, transporte de sedimentos e alterações nos ciclos de elementos químicos podem ser investigadas a partir de diferentes abordagens das Ciências da Terra.

Por isso, falar sobre a Amazônia também é falar sobre Geoquímica, Hidroquímica, Geologia, Limnologia, Ciência do Solo e outras áreas que, juntas, ajudam a compreender as transformações que acontecem nesse ambiente.

Para continuar pesquisando
Para quem deseja aprofundar o tema, uma indicação especialmente interessante é a obra:

CUNHA, Hillândia Brandão da; PASCOALOTO, Domitila. Hidroquímica dos rios da Amazônia. Manaus: Governo do Estado da Amazônia; Centro Cultural dos Povos da Amazônia, 2007.

A obra é dedicada especificamente à química das águas amazônicas e surgiu, segundo o próprio INPA, da necessidade de ampliar o acesso a informações sobre os rios da região para estudantes e pesquisadores.

Também vale consultar o artigo “Geoquímica de rios de água preta do sudeste do Amazonas: origem, fluxo dos elementos e consumo de CO₂”, de Anderson da Silva Lages, Adriana Maria Coimbra Horbe e Jean-Sébastien Moquet, disponível em acesso aberto na Acta Amazonica. O estudo é particularmente interessante para quem deseja observar, na prática, como a Geoquímica pode ser utilizada para investigar as águas e os processos de uma bacia amazônica.

E a biblioteca nessa pesquisa?
É aqui que a BGQ/UFF entra como espaço de apoio à pesquisa. Uma biblioteca especializada não oferece apenas livros e artigos: ela também ajuda o pesquisador a encontrar fontes relevantes, identificar diferentes tipos de documentos e construir caminhos para aprofundar uma questão científica.

Para quem pesquisa Geoquímica e temas relacionados às Ciências da Terra, o acervo pode ser um ponto de partida para descobrir trabalhos sobre águas, solos, sedimentos, minerais, processos ambientais e diferentes aspectos da interação entre os componentes do planeta.

Em 05 de setembro foi celebrado o Dia da Amazônia, fica o convite da BGQ/UFF: além de admirar a floresta, que tal conhecer também os processos científicos que ajudam a explicar seu funcionamento?

Pesquisar é também uma forma de compreender e valorizar a complexidade da Amazônia.

terça-feira, 8 de setembro de 2026

Saber pesquisar também é saber aprender: 08/09 Dia Mundial da Alfabetização

Mais do que saber ler e escrever, a formação acadêmica exige outra habilidade fundamental: saber encontrar, avaliar e utilizar a informação de maneira crítica, ética e responsável.

Celebrado em 8 de setembro, o Dia Mundial da Alfabetização é uma oportunidade para refletirmos sobre a importância da aprendizagem e do acesso ao conhecimento. No ambiente universitário, essa reflexão ganha uma dimensão especial: para estudantes e pesquisadores, saber lidar com a informação é parte essencial do processo de construção do conhecimento.

Em uma realidade na qual temos acesso a uma quantidade cada vez maior de conteúdos, pesquisar não significa simplesmente encontrar uma informação. É necessário saber qual informação procurar, onde procurá-la, como avaliar sua qualidade e de que maneira utilizá-la.

🔎 Encontrar uma informação é apenas o começo
Uma busca rápida na internet pode apresentar milhares de resultados em poucos segundos. Mas será que todos eles são adequados para uma pesquisa acadêmica?

Uma informação disponível na internet não é necessariamente uma informação científica ou confiável. É preciso observar sua origem, autoria, finalidade, atualidade, metodologia e relação com o tema pesquisado.

No contexto acadêmico, desenvolver competências para lidar com a informação envolve, entre outras habilidades:
* identificar uma necessidade de informação;
* formular estratégias de busca;
* localizar fontes relevantes;
* avaliar a autoridade e a qualidade das informações;
* comparar diferentes fontes;
* reconhecer diferentes tipos de documentos científicos;
* utilizar as informações de maneira ética;
* registrar e organizar as fontes consultadas;
* realizar citações e referências corretamente.

O Framework for Information Literacy for Higher Education, da Association of College and Research Libraries (ACRL), amplia essa compreensão ao tratar a competência em informação como um conjunto de capacidades relacionadas à descoberta reflexiva da informação, à compreensão de como ela é produzida e valorizada e ao seu uso na criação de novos conhecimentos. (Association of College and Research Libraries, 2016)1

Ou seja, pesquisar não é apenas encontrar respostas: é também aprender a fazer perguntas, avaliar evidências e construir conhecimento a partir delas.

📚 Informação científica exige olhar crítico
Para quem desenvolve uma pesquisa acadêmica, a escolha das fontes pode influenciar diretamente a qualidade do trabalho.

Um artigo científico, uma tese, uma dissertação, um livro especializado, um relatório técnico ou uma página institucional podem ter finalidades e características diferentes. Saber reconhecer essas diferenças ajuda o pesquisador a selecionar os materiais mais adequados para cada etapa de sua investigação.

Também é importante considerar que a informação científica está inserida em um processo contínuo de produção e discussão do conhecimento. O Framework da ACRL, por exemplo, apresenta conceitos como “Research as Inquiry” (Pesquisa como investigação), “Searching as Strategic Exploration” (Busca como exploração estratégica) e “Authority Is Constructed and Contextual” (A autoridade é construída e contextual). (Association of College and Research Libraries
, 2016)1

Essas perspectivas ajudam a compreender que uma pesquisa não se resume a localizar um documento. É necessário interpretar, questionar, relacionar e contextualizar as informações encontradas.

🧪 E na pesquisa em Geoquímica?
Na área de Geoquímica e Ciências da Terra, a competência em informação também é fundamental.

Uma investigação pode envolver artigos científicos, livros, teses, dissertações, trabalhos apresentados em eventos, dados científicos, mapas, relatórios técnicos e documentos produzidos por instituições de pesquisa e órgãos públicos.

Dependendo do tema, o pesquisador pode precisar localizar informações sobre:
🌎 composição química de rochas e minerais;
💧 qualidade e composição de águas;
🪨 solos e sedimentos;
🌱 ciclos biogeoquímicos;
🌊 ambientes costeiros e marinhos;
☁️ processos atmosféricos;
♻️ impactos ambientais e contaminação;
🔬 técnicas e métodos analíticos.

Nesse contexto, saber pesquisar é uma competência científica. Uma boa estratégia de busca pode ampliar o levantamento bibliográfico, ajudar a localizar estudos relevantes e evitar que informações importantes sejam deixadas de lado.

🏛️ Onde entra a biblioteca?
É justamente nesse processo que a biblioteca universitária pode atuar como parceira do pesquisador.

Mais do que disponibilizar livros e outros documentos, as bibliotecas podem contribuir para o desenvolvimento das competências necessárias para localizar, avaliar e utilizar a informação científica.

A própria ACRL destaca o papel dos bibliotecários e das bibliotecas na criação de ações de formação em competência em informação e na colaboração com professores e outros setores das instituições de ensino superior. (Association of College and Research Libraries, 2016)2

Na Biblioteca de Pós-Graduação em Geoquímica (BGQ), esse trabalho está diretamente relacionado às necessidades de informação da comunidade acadêmica.

Nosso acervo é voltado principalmente para Geoquímica e áreas relacionadas às Ciências da Terra, reunindo diferentes tipos de materiais que podem apoiar estudantes e pesquisadores em suas atividades acadêmicas. Também contamos com exemplares que abordam questões ambientais e temas que dialogam com diferentes áreas do conhecimento. Além das bibliotecas digitais, repositório institucional e acesso ao Portal de Periódicos da CAPES.

Assim, a biblioteca pode ser um ponto de partida, e também de apoio ao longo de toda a pesquisa, para quem precisa encontrar literatura científica, identificar fontes relevantes e desenvolver estratégias mais eficientes de busca e recuperação da informação.

Aprender a pesquisar é aprender continuamente
A competência em informação não é uma habilidade que se desenvolve de uma única vez. Ela acompanha a trajetória acadêmica e pode ser aprimorada à medida que o pesquisador se depara com novas fontes, ferramentas, bases de dados e formas de produção e disseminação do conhecimento.

Em um cenário informacional cada vez mais complexo, essa capacidade se torna ainda mais importante.

Por isso, neste Dia Mundial da Alfabetização, a BGQ reforça uma mensagem que vale para toda a comunidade acadêmica:


📚Precisa encontrar informação científica para sua pesquisa? Conte com a BGQ.


Fonte:

ASSOCIATION OF COLLEGE AND RESEARCH LIBRARIES. Framework for Information Literacy for Higher Education. Chicago: American Library Association, 2016. Disponível em: https://www.ala.org/acrl/standards/ilframework?utm_source=chatgpt.com. Acesso em: 8 set. 2026.

[1]: https://www.ala.org/acrl/standards/ilframework?utm_source=chatgpt.com "Framework for Information Literacy for Higher Education | Association of College and Research Libraries"

[2]: https://www.ala.org/acrl/standards/ilframeworkapps?utm_source=chatgpt.com "Framework for Information Literacy Appendices | Association of College and Research Libraries"



quinta-feira, 3 de setembro de 2026

Ciência em destaque: o papel do biólogo nas Ciências da Terra


Como a Biologia pode contribuir para a compreensão dos processos que acontecem no planeta? A resposta está na interação entre os diferentes componentes da Terra e no diálogo entre as áreas do conhecimento.

No dia 3 de setembro, Dia do Biólogo, a Biblioteca de Pós-Graduação em Geoquímica (BGQ/UFF) destaca a importância da atuação desse profissional na compreensão dos sistemas naturais e das complexas relações entre os organismos vivos e o ambiente.

Embora a Biologia tenha como objeto central de estudo a vida, os organismos não estão isolados do meio em que vivem. A vida está diretamente relacionada à água, ao solo, às rochas, aos minerais, à atmosfera e aos diferentes elementos químicos presentes nos ambientes. Dessa forma, compreender os fenômenos naturais muitas vezes exige uma perspectiva que ultrapasse os limites de uma única área do conhecimento.

Quando diferentes ciências se encontram
As Ciências da Terra reúnem diferentes campos dedicados ao estudo do planeta, de sua composição, estrutura, dinâmica e dos processos que nele ocorrem. Nesse contexto, áreas como Geologia, Geoquímica, Biologia, Ecologia e Ciências Ambientais podem estabelecer importantes relações.

Um exemplo está nos ciclos biogeoquímicos, nos quais elementos químicos circulam entre a atmosfera, a água, o solo, as rochas e os organismos. Carbono, nitrogênio, fósforo e enxofre, entre outros elementos, participam de processos que envolvem simultaneamente componentes biológicos, químicos e geológicos.

A atuação integrada dessas áreas permite investigar questões como:
  • a relação entre organismos e características químicas do solo;
  • a disponibilidade e a ciclagem de nutrientes nos ecossistemas;
  • as interações entre vegetação, solo e água;
  • a influência dos organismos sobre processos de transformação da matéria;
  • a qualidade de águas superficiais e subterrâneas;
  • a dinâmica de elementos químicos nos ambientes naturais;
  • os impactos das atividades humanas sobre os ecossistemas.
Assim, o conhecimento produzido pela Biologia pode complementar estudos desenvolvidos no campo das Geociências e da Geoquímica, contribuindo para uma compreensão mais ampla dos sistemas terrestres.

E onde entra a Geoquímica?
A Geoquímica ocupa uma posição particularmente interessante nessa interface porque investiga a composição química da Terra e o comportamento e a distribuição dos elementos químicos em seus diferentes ambientes.

Ao estudar solos, águas, rochas, sedimentos e outros materiais, a Geoquímica pode contribuir para compreender como os elementos são transportados, transformados e incorporados aos diferentes compartimentos do ambiente.

Mas esses processos não acontecem de maneira isolada.

A presença de organismos, a atividade microbiana, a decomposição da matéria orgânica e a absorção de nutrientes pelas plantas, por exemplo, podem influenciar diretamente a mobilidade e a disponibilidade de elementos químicos no ambiente.

É justamente nessa zona de interação que o diálogo entre Biologia, Geoquímica e outras áreas das Ciências da Terra se torna tão importante.

Biodiversidade e ambiente: uma relação inseparável
A biodiversidade também está profundamente relacionada às características físicas e químicas dos ambientes.

As condições do solo, a disponibilidade de água, a composição mineralógica e química dos substratos e as características climáticas podem influenciar a distribuição e a sobrevivência dos organismos. Ao mesmo tempo, os próprios organismos modificam o ambiente em que vivem.

A vegetação, por exemplo, participa da formação e transformação da matéria orgânica do solo, interfere na retenção de água e contribui para a ciclagem de diversos nutrientes. Microrganismos também desempenham funções importantes na decomposição da matéria orgânica e na transformação de elementos químicos.

Dessa maneira, estudar a biodiversidade também pode significar estudar as relações químicas, físicas e ambientais que sustentam a vida.

O papel da biblioteca na construção desse conhecimento
Para que essas relações sejam investigadas, é fundamental que pesquisadores e estudantes tenham acesso a informações científicas confiáveis.

É nesse processo que as bibliotecas universitárias desempenham uma função essencial: selecionar, organizar, preservar e possibilitar o acesso à produção científica e acadêmica.

Na Biblioteca de Pós-Graduação em Geoquímica (BGQ/UFF), nosso acervo é direcionado principalmente à Geoquímica e às áreas relacionadas às Ciências da Terra. Entre os materiais disponíveis, encontram-se também publicações que abordam temas ambientais e questões que dialogam com diferentes campos do conhecimento.

Essa característica do acervo possibilita que estudantes e pesquisadores encontrem fontes para investigações que ultrapassam uma abordagem exclusivamente disciplinar, especialmente em temas relacionados à água, solo, sedimentos, recursos naturais, processos ambientais e interações entre os componentes dos sistemas terrestres.

A pesquisa científica contemporânea é cada vez mais marcada pela colaboração entre diferentes áreas. Por isso, conhecer as possibilidades oferecidas pelo acervo e saber localizar informações relevantes são etapas importantes para a construção de trabalhos acadêmicos consistentes.

Ciência que dialoga
O Dia do Biólogo é, portanto, uma oportunidade não apenas para homenagear os profissionais da área, mas também para refletir sobre a importância da integração entre os diferentes campos científicos.

A compreensão dos sistemas naturais depende da observação de suas múltiplas dimensões. Vida, água, solo, rochas, minerais e atmosfera fazem parte de um mesmo planeta e estão conectados por processos que não podem ser compreendidos completamente quando analisados de forma isolada.

Biologia, Geociências e Geoquímica podem, cada uma a partir de suas perspectivas, contribuir para desvendar essas conexões.

Neste 3 de setembro, a BGQ/UFF parabeniza todos os biólogos e biólogas e reforça a importância da ciência construída a partir do diálogo, da colaboração e do acesso à informação de qualidade.

Quer pesquisar sobre Geoquímica, meio ambiente ou temas relacionados às Ciências da Terra?
Conte com a BGQ/UFF para encontrar informação científica que possa contribuir para sua pesquisa.


 

quarta-feira, 2 de setembro de 2026

Setembro chegou e, na Biblioteca de Pós-Graduação em Geoquímica (BGQ/UFF), o mês será dedicado à ciência, à informação e à compreensão dos processos que fazem parte do planeta em que vivemos

As Ciências da Terra nos ajudam a compreender a dinâmica e a composição do nosso planeta a partir da investigação de diferentes componentes e processos naturais. Rochas, minerais, solos, águas, atmosfera, sedimentos e organismos estão em constante interação, formando sistemas complexos e interdependentes.

Nesse contexto, a Geoquímica desempenha um papel fundamental ao investigar a distribuição, a composição e o comportamento dos elementos químicos na Terra, contribuindo para a compreensão das transformações que ocorrem nos diferentes ambientes terrestres. Seus estudos dialogam com diversas áreas do conhecimento e podem contribuir para questões relacionadas aos recursos naturais, à qualidade ambiental, às mudanças nos ecossistemas e à compreensão dos ciclos biogeoquímicos.

🌱 Um mês para conectar diferentes temas
Ao longo de setembro, a BGQ irá utilizar algumas datas e temas relacionados às Ciências da Terra e ao meio ambiente como ponto de partida para apresentar conteúdos científicos de forma acessível e estimular a reflexão sobre as relações entre os diferentes componentes do planeta.

Entre os assuntos que estarão em destaque estão:
🌳 Amazônia, com atenção às interações entre floresta, água, solo, sedimentos e processos geoquímicos;
🌱 Cerrado, abordando as relações entre solo, rochas, águas subterrâneas, vegetação e dinâmica ambiental;
☁️ Atmosfera, incluindo aspectos relacionados à composição química e aos processos que ocorrem nesse importante sistema terrestre;
💧 Água, elemento essencial aos processos naturais e à manutenção dos ecossistemas;
🪨 Solo e sedimentos, importantes registros e participantes dos processos físicos, químicos e biológicos que acontecem na superfície terrestre;
🌿 Vegetação, considerando suas relações com o solo, a água e a ciclagem de elementos;
🌸 Primavera, como oportunidade para compreender fenômenos naturais e as relações entre a Terra e o Sol;

📚 Informação científica, destacando a importância da pesquisa, da qualidade das fontes e do acesso ao conhecimento científico.

🔬 Ciência para compreender e transformar
Falar sobre esses temas também significa reconhecer a importância da ciência para a sociedade. A investigação científica permite compreender fenômenos naturais, identificar mudanças ambientais, produzir conhecimento e oferecer subsídios para a tomada de decisões relacionadas à conservação e ao uso responsável dos recursos naturais.

Mais do que apresentar conceitos isolados, a proposta da BGQ é mostrar que os diferentes sistemas da Terra estão conectados. Uma alteração na composição de um solo pode influenciar a qualidade da água; os processos que ocorrem nas rochas participam da disponibilização de elementos para os ecossistemas; a vegetação interfere na ciclagem de nutrientes; e a atmosfera mantém complexas interações com a superfície terrestre.

Compreender essas conexões é uma das contribuições das Ciências da Terra e de áreas como a Geoquímica.

📖 A biblioteca também faz parte dessa conexão
A produção científica só cumpre plenamente seu papel quando pode ser encontrada, acessada e utilizada por estudantes, pesquisadores e pela sociedade.

Nesse processo, as bibliotecas universitárias exercem uma importante função: preservar, organizar e facilitar o acesso à informação científica.

Na BGQ, o acervo e os serviços estão voltados especialmente às necessidades de informação da comunidade acadêmica vinculada à área de Geoquímica e campos relacionados. Livros, teses, dissertações e outros materiais constituem fontes importantes para o desenvolvimento de pesquisas e para a construção do conhecimento.

Por isso, durante este mês, além de conhecer um pouco mais sobre diferentes temas das Ciências da Terra, o convite é também para pesquisar, descobrir novas fontes e utilizar a informação científica de forma responsável.

🌎 Em setembro, acompanhe a BGQ e descubra como diferentes áreas do conhecimento podem se conectar para ajudar a compreender a Terra.

🔬 Ciência que conecta. Informação que transforma. Conhecimento que permanece.



quinta-feira, 27 de agosto de 2026

3 leituras essenciais para entender as transformações do planeta

Agosto chega ao fim, mas o convite para conhecer, pesquisar e compreender o planeta continua!

A Biblioteca de Pós-Graduação em Geoquímica (BGQ/UFF) selecionou três obras do seu acervo que podem contribuir para quem deseja ampliar seus conhecimentos sobre as transformações da Terra, o ambiente e o território, aproximando diferentes perspectivas das Ciências da Terra.

Da evolução do planeta ao uso de ferramentas para análise ambiental e aos processos geoquímicos que ocorrem em ambientes costeiros, as obras selecionadas mostram como diferentes áreas do conhecimento podem se complementar na compreensão dos sistemas naturais e de suas transformações.

1. Curso de evolução da Terra
ALBUQUERQUE, Ana Luiza Spadano; SILVA, Wanilson Luiz; PATCHINEELAM, Soraya Maia (coord.). Curso de evolução da Terra. Niterói: UFF, Programa de Geoquímica, 2002.

O material apresenta uma perspectiva ampla sobre a evolução da Terra e os processos que contribuíram para a formação e transformação do nosso planeta, estabelecendo uma interessante conexão com as Ciências da Terra e a Geoquímica.
📚 Número de chamada: CD551 C977 2002

2. Geoprocessamento e análise ambiental: aplicações
SILVA, Jorge Xavier da; ZAIDAN, Ricardo Tavares (org.). Geoprocessamento e análise ambiental: aplicações. 7. ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2013.

Uma referência para compreender como o geoprocessamento pode ser utilizado na análise ambiental, permitindo relacionar informações espaciais e apoiar estudos e processos de planejamento e gestão do território.
📚 Número de chamada: 333.7 G345 7.ed. 2013

3. Environmental Geochemistry of Coastal Lagoon Systems of Rio de Janeiro, Brazil
KNOPPERS, Bastiaan Adriaan; BIDONE, Edison Dausacker; CARNEIRO, Alex Pires; ABRÃO, Jorge João (coord.). Environmental Geochemistry of Coastal Lagoon Systems of Rio de Janeiro, Brazil. Niterói: UFF, Programa de Geoquímica, 1999.

Uma obra especialmente interessante para a comunidade da BGQ por abordar a Geoquímica Ambiental de sistemas lagunares costeiros do Rio de Janeiro. Publicada pelo Programa de Geoquímica da UFF, a obra integra a Série Geoquímica Ambiental, nº 6, e apresenta 210 páginas.
📚 Número de chamada: 551.9098153 E61 1999

Conhecimento que atravessa diferentes áreas

As três obras selecionadas mostram diferentes maneiras de olhar para a Terra: compreender sua evolução, analisar espacialmente o ambiente e investigar os processos geoquímicos que ocorrem nos sistemas naturais.

Que tal aproveitar para explorar o catálogo da UFF e descobrir outras referências para seus estudos e pesquisas?
Pesquise no catálogo da UFF e encontre novas possibilidades para sua pesquisa!

📚 Conhecimento para compreender o planeta.
🌎 Referências para transformar a pesquisa.