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quinta-feira, 1 de fevereiro de 2024

XIII Simpósio Sul-Americano de Geologia Isotópica (SSAGI)

XIII Simpósio Sul-Americano de Geologia Isotópica (SSAGI) 
60º Aniversário do Centro de Pesquisas Geocronológicas – USP


O simpósio tem como objetivo reunir geocientistas para apresentar novas contribuições e trocar ideias sobre a aplicação da geoquímica isotópica e da geocronologia à pesquisa básica e aplicada.


As conferências cobrirão assuntos como:
Evolução da crosta e do manto, 
Aplicações de isótopos em paleoclimatologia, 
Ciência forense,
Geoquímica ambiental,  
Geocronologia de processos metamórficos e ígneos, 
Geocronologia e geoquímica isotópica de depósitos de minério, 
Geocronologia de baixa temperatura de processos geológicos,
Hidrogeologia, 
Proveniência sedimentar,
Novos desenvolvimentos de isótopos.


12 a 15 de maio de 2024
Armação dos Búzios, Rio de Janeiro, Brasil


Fique por dentro:
https://eventos.galoa.com.br/ssagi-2024/page/3287-home

 

terça-feira, 22 de março de 2022

22 de março - Dia Mundial da Água


No dia 22 de março é comemorado o Dia Mundial da Água.

Em 1992, a Organização das Nações Unidas (ONU) criou o Dia Mundial da Água, um esforço da comunidade internacional para colocar em pauta questões essenciais que envolvem os recursos hídricos de todos os ecossistemas no planeta.

O tema abordado neste ano foi “Águas subterrâneas: Tornando o invisível visível”.

Como parte da celebração, a ANA criou uma playlist na plataforma Spotify com músicas brasileiras que nos inspiram a refletir sobre a importância da água doce. Siga o perfil da Agência, ouça a playlist "Semana da Água" e compartilhe com seus amigos: https://goo.gl/H4VwHE 


Acompanhe as campanhas do Dia Mundial da Água no Facebook da ANA. https://www.facebook.com/anagovbr


Fonte: ANA, 22/03/2022.

terça-feira, 7 de abril de 2015

Cine-debate com o documentário ‘A Lei da Água’



Eleito o melhor filme pelo público na Competição Latino-Americana da 4ª Mostra Ecofalante de Cinema Ambiental, o documentário brasileiro “A lei da água”, dirigido por André D’Elia, expõe a relação entre o novo Código Florestal aprovado em 2012 e a crise hídrica brasileira. A exibição ocorrerá dia 9 de abril, às 16h, no Auditório Milton Santos, Avenida General Milton Tavares de Souza, Campus da Praia Vermelha, Boa Viagem, Niterói.
 
Fonte: UFFNotícias, 06/04/2015. 

terça-feira, 5 de agosto de 2014

ANA lança programa para estimular divulgação de dados de qualidade de água no Brasil

Atualmente, nem todas as unidades da Federação (UF) monitoram a qualidade de suas águas. Nas que realizam o monitoramento, os dados são coletados seguindo parâmetros diferentes, sem uma frequência padronizada, e as informações nem sempre são acessíveis ao público. Para contribuir na mudança desta realidade, a Agência Nacional de Águas (ANA) lança o Programa de Estímulo à Divulgação de Dados de Qualidade de Água (QUALIÁGUA), que terá cerca de R$ 15 milhões para instituições públicas que monitoram os aspectos qualitativos da água nos estados e no Distrito Federal. O lançamento consta do Diário Oficial da União de 23 de julho.
O QUALIÁGUA busca promover a implementação da Rede Nacional de Monitoramento da Qualidade de Água (RNQA) e estimular a padronização – em escala nacional – dos métodos de coleta das amostras, dos parâmetros verificados, da frequência das análises e da divulgação dos dados, que são importantes para diversos públicos, como: gestores públicos, pesquisadores, estudantes e empresas. A adesão ao Programa é voluntária e cada contrato terá duração de cinco anos.
 
Os pagamentos serão feitos duas vezes por ano mediante o cumprimento das metas de monitoramento e divulgação de dados, que levarão em consideração vários aspectos, como: o percentual de pontos da RNQA operados pelo estado, o número de parâmetros avaliados e o percentual de pontos operados com medição de vazão simultânea – este último para análise da carga de poluentes na água. Estas metas serão pactuadas entre a ANA e as instituições participantes. O valor do pagamento será de R$ 1,1 mil por ponto monitorado e divulgado e o reajuste será anual, conforme o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

O QUALIÁGUA estabelece metas mínimas a serem cumpridas por três grupos de unidades da Federação, sendo que as mais estruturadas terão metas mais exigentes. O primeiro grupo é formado pelas unidades que já operam redes de qualidade de água e que podem expandi-las imediatamente: CE, DF, MG e SP. O segundo grupo tem 11 estados (BA, ES, GO, MT, MS, PB, PR, PE, RJ, RN e RS) e engloba aqueles que já operam redes, mas que precisam aumentar a capacidade de operação dos pontos da RNQA, especialmente no que se refere a capacitação dos seus técnicos e laboratórios. O terceiro grupo é formado por 12 estados em que o monitoramento é inexistente ou não está consolidado: AC, AL, AP, AM, MA, PA, PI, RO, RR, SC, SE e TO.

Para aderirem ao QUALIÁGUA, as unidades da Federação deverão solicitar à ANA a adesão ao Programa. A partir de então, acontece a assinatura de um Acordo de Cooperação Técnica entre a ANA e a UF. Posteriormente, um Contrato de Premiação é firmado entre a Agência e os órgãos responsáveis pelo monitoramento qualitativo dos recursos hídricos. Estas instituições de monitoramento também deverão ter competências legais relacionadas à gestão de recursos hídricos e/ou meio ambiente.

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Sonda para medição de qualidade de água

Rede Nacional de Monitoramento de Qualidade de Águas

Lançada em março deste ano, a RNQA propõe a padronização dos dados coletados, dos procedimentos de coleta e da análise laboratorial dos parâmetros qualitativos para que seja possível comparar as informações obtidas nas diferentes unidades da Federação. A meta é que até dezembro de 2020 todos os estados e o DF contem com um total de 4.452 pontos de monitoramento, dos quais 1.758 já estão em operação. Em 2013, a ANA investiu R$ 9,54 milhões em equipamentos de campo que foram cedidos a 15 estados e ao DF. São eles: medidores acústicos de vazão, sondas multiparamétricas de qualidade de água, caminhonetes 4x4 com baú adaptado e barcos com motor de popa.

Os parâmetros mínimos a serem coletados nos pontos de monitoramento envolvem aspectos físico-químicos (transparência, temperatura da água, oxigênio dissolvido, pH e Demanda Bioquímica de Oxigênio, por exemplo), microbiológicos (coliformes), biológicos (clorofila e fitoplâncton) e de nutrientes (relacionados a fósforo e nitrogênio). Todos os dados obtidos pela RNQA serão armazenados no Sistema de Informações Hidrológicas (HidroWeb), da ANA, e serão integrado ao Sistema Nacional de Informação sobre Recursos Hídricos (SNIRH).


Texto:Raylton Alves - ASCOM/ANA
Foto: Raylton Alves / Banco de Imagens ANA
Fonte: ANA, 25/07/2014.

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Na semana do Meio Ambiente, ANA lança animações sobre água e gestão

A partir da próxima segunda-feira, 2 de junho, a Agência Nacional de Águas (ANA) lançará no seu canal de vídeos no YouTube (www.youtube.com/anagovbr) e redes sociais várias animações sobre a gestão de recursos hídricos. Com linguagem simples e didática, os vídeos explicam como funcionam os comitês de bacia, o que é uma bacia hidrográfica, o que diz a Lei das Águas, como é feita a medição de chuvas e rios, entre outros temas.

O material atende aos mais diversos públicos, como: estudantes, professores, membros de comitês de bacias hidrográficas e qualquer pessoa interessada em aprender os caminhos que as águas percorrem antes de chegar às torneiras, irrigar as plantações, serem usadas pela indústria ou qualquer setor da economia. Dessa forma, a ANA contribui para que todos possam cumprir seu papel cidadão de participar da gestão das águas dos rios brasileiros. O lançamento faz parte das celebrações da semana do Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado anualmente em 5 de junho.

Segundo a Política Nacional de Recursos Hídricos, (Lei 9.433/07), também conhecida como Lei das Águas, o recurso é um bem de domínio público e sua gestão deve ser descentralizada e contar com a participação do Poder Público, dos usuários e das comunidades. A animação sobre a Lei das Águas, por exemplo, ensina como é Política Nacional de Recursos Hídricos e as diferenças de disponibilidade de água de cada região do País.  Sobre os comitês de bacias, o material explica as funções deste tipo de colegiado, que atua como um “Parlamento das Águas”, e o que eles fazem. Também há um vídeo sobre o monitoramento dos rios e sobre o ciclo hidrológico, que consiste no caminho permanente que a água faz na natureza.

Três animações explicam alguns dos instrumentos de gestão previstos na Lei das Águas: outorga de direito de uso de recursos hídricos (autorização para uso da água); a cobrança pelo uso de recursos hídricos; os planos de bacia e o enquadramento dos corpos de água, que classifica as águas segundo a qualidade necessária para cada uso, como lazer, irrigação e abastecimento, por exemplo. Há também vídeos sobre segurança de barragens, o programa Produtor de Águas, de preservação de nascentes, baseado no moderno conceito de pagamento por serviços ambientais que tem sido adotado por muito países. Finalmente há uma animação exclusiva sobre o programa de cursos gratuitos da ANA. 

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Cursos com inscrições abertas:

As animações são parte do material didático projeto Água – Conhecimento para Gestão. Até 6 de junho, estarão abertas as inscrições para seis cursos gratuitos e a distância: Hidrologia Básica; Qualidade de Água em Rios e Reservatórios; Outorga de Direitos de Uso de Recursos Hídricos; Cobrança pelo Uso da Água; Planejamento, Manejo e Gestão; e Plano e Enquadramento de Recursos Hídricos. São 600 vagas em português e 30 em espanhol. As aulas começam em 23 de junho e terminam em datas diferentes, de acordo com o curso escolhido.

O projeto Água – Conhecimento para Gestão é um convênio entre a ANA, a Fundação Parque Tecnológico de Itaipu (FPTI) e Itaipu Binacional com objetivo de desenvolver ações de comunicação, mobilização e educação para a gestão de recursos hídricos no Brasil e países da América Latina. Há 36 cursos gratuitos semipresenciais e a distância disponíveis no catálogo. Cerca de 35 mil pessoas já participaram. Visite o site do programa para conhecer as opções.

Links para as animações:

A Lei das Águas - http://youtu.be/T_CKTGs8oio
Comitês de Bacia - http://youtu.be/FIZaMQre5tM 
Conheça a Capacitação da ANA - http://youtu.be/IQmC65y_YPY 
Rede Hidrometeorológica - http://youtu.be/_pAzBmHTwTI
Ciclo da Água - http://youtu.be/jdlq6HKpbbc 
A Cobrança pelo Uso da Água - http://youtu.be/dxhDHDUaiL4 
Plano e Enquadramento - http://youtu.be/1xIZQpUWC5o
Segurança de Barragens - http://youtu.be/Fl5a_NBKn4s
Programa Produtor de Água - http://youtu.be/Kkx5jVwlWqM
Sala de Situação - http://youtu.be/CXyyvvcy_4w 

Texto:ASCOM/ANA
Fonte: ANA. 02/06/2014.

quarta-feira, 31 de julho de 2013

As desilusões hídricas do velho Chico

Maior obra de engenharia hidráulica em curso no mundo, a transposição do rio São Francisco foi severamente criticada durante a 65ª Reunião Anual da SBPC, em Recife.
Por: Henrique Kugler
Publicado em 24/07/2013
O objetivo do projeto de transposição do rio São Francisco, um dos mais importantes cursos d’água do Brasil, é abastecer parte da população que vive em regiões castigadas pelas secas. (foto: Glauco Umbelino/ Wikimedia Commons – CC BY 2.0) 
 
Ele outra vez. O projeto de transposição do rio São Francisco continua em debate. Ainda é, em verdade, um tema deveras sensível aos nordestinos, e esteve na pauta da 65ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, em Recife.

Para os que chegaram atrasados à discussão, eis o resumo da ópera: já seguem a todo vapor as obras faraônicas que deverão desviar o curso das águas do São Francisco. A ideia, em princípio até convincente, seria abastecer parte da população que vive em regiões castigadas pela inclemência das secas.

Soa como boa intenção. Mas, segundo alguns, as reais motivações de tal empreitada são obtusas. Pesquisadores há décadas questionam a legitimidade da obra – argumentando que seu verdadeiro propósito pode estar em algum ponto entre a obscuridade política e a corrupção pura e simples.

Para discutir o impasse – que há tempos assombra hidrólogos e engenheiros –, ninguém melhor que os dois mais respeitados especialistas no tema. “Sou absolutamente contrário a essa obra absurda”, dispara o agrônomo João Suassuna, da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj). Seu colega não deixa barato: “É um escândalo o fato de esse projeto ainda não ter se tornado um grande escândalo nacional”, diz, consternado, o engenheiro João Abner, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). 

Razões técnicas para tamanho radicalismo retórico? Abner e Suassuna têm aos montes.

O agrônomo da Fundaj esclarece que, ao contrário do que se pensa, a água já é abundante no semiárido nordestino. Chove, anualmente, uma média de 700 bilhões de metros cúbicos no Nordeste. 
O problema é que, pela proximidade em relação ao equador, os raios solares incidem quase perpendicularmente sobre o território, o que potencializa os processos de evapotranspiração. Assim, cerca de 642 bilhões de metros cúbicos anuais de água voltam à atmosfera, sobrando apenas 58 bilhões na forma líquida para uso antrópico – indicam pesquisas recentes.

“Não precisaríamos falar em seca se usássemos com inteligência uma parte desse volume de água”, garante Suassuna, que há 18 anos dedica-se ao estudo do tema. “Recursos hídricos existem, sim, no Nordeste; o que falta é seu gerenciamento correto.”

Detalhe: segundo o pesquisador da Fundaj, a transposição não resolverá o problema de abastecimento das populações difusas. “Trata-se de um projeto destinado ao grande capital, a contemplar majoritariamente os grandes produtores rurais e o setor industrial.”

Da desolação técnica à obscuridade política


Diante de tantas aparentes incongruências, por que sucessivos governos insistem na continuidade de uma obra tão controversa? “Ora, é muito simples”, diz João Abner. “A transposição do rio São Francisco é um projeto político.”
Obra de transposição do rio São Francisco
As obras que deverão desviar o curso das águasdo São Francisco seguem a todo vapor, em um projeto levado adiante por sucessivos governos. (foto: Programa de Aceleração do Crescimento/ Flickr – CC BY-NC-SA 2.0)

Segundo Abner, só entenderemos esse megaprojeto se entendermos a lógica de financiamento privado de campanhas eleitorais no Brasil. “Todas as empreiteiras brasileiras, um grande lobby, se beneficiam disso”, protesta o pesquisador da UFRN. “É a indústria da seca na maior escala que se pode imaginar.”

Abner não é homem de meias palavras. “Corrupção”, brada ele. “Deputados, senadores e políticos em geral são financiados pelas empreiteiras; estamos falando de uma corrupção generalizada muito maior do que o mensalão, algo muito maior do que vocês podem imaginar”, desabafa.

“Um projeto dessa magnitude tem de ser muito bem explicado; mas essa história está muito mal contada”, enfatiza. “É, na verdade, uma grande fraude técnica.”

Cifras galopantes


Segundo Abner, investimentos governamentais de R$ 20 por habitante ao ano seriam suficientes para resolver o problema de abastecimento de água de todos os camponeses nordestinos – valor menor do que o gasto com carros-pipa hoje usados. “É um problema simples, mas falta foco político.” O pesquisador garante que bastaria usar com mais sapiência a rede de açudes já existente no Nordeste e investir em tecnologia de cisternas. Vale lembrar: no polígono das secas, chove mais do que em regiões com grande sucesso agrícola na Califórnia (Estados Unidos), por exemplo.
Abner: Bastaria usar com mais sapiência a rede de açudes já existente no Nordeste e investir em tecnologia de cisternas para resolver o problema de abastecimento de água na região

Falando em grana, Suassuna lembrou à plateia os valores orçados para a obra de transposição em diferentes momentos. No governo José Sarney, falava-se em custos de R$ 2,5 bilhões. Já na gestão de Fernando Henrique Cardoso o valor saltou para R$ 4,5 bilhões. Com Lula, foi para R$ 6,6 bilhões. E, com Dilma, já está em R$ 8,3 bilhões. “Segundo fontes oficiais, não nos surpreenderemos se os próximos cálculos indicarem valores superiores a R$ 19 bilhões”, afirma o agrônomo.

“Sou pessimista”, confessa Abner. “A transposição das águas do São Francisco permanecerá no imaginário como a solução para a seca, e não é. Essa obra não vai terminar nunca.”

Henrique Kugler
Ciência Hoje On-line