Mostrando postagens com marcador Geologia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Geologia. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 19 de setembro de 2022

Vaga para professor na UFG

Foi publicado o Edital para realização de concurso público para UFG, com preenchimento de vaga de professor efetivo na área de Geologia Ambiental e Hidrogeologia. O período de inscrição será de 20/09/2022 a 31/10/2022

Mais informações no site:
 

sexta-feira, 3 de junho de 2022

Vaga para consultor(a) na Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico - ANA


A ANA está com uma oportunidade aberta para contratação de profissional de nível superior completo em qualquer área do conhecimento, com experiência com projetos ou prestação de serviços na área de geoprocessamento.

A seleção para a vaga de consultor(a) vai até o dia 13 de junho de 2022. Os currículos devem ser enviados por meio do Protocolo Eletrônico da ANA, sendo que é preciso marcar a opção EDITAL 02/2022/PROJETO914BRZ2022/UNESCO.

Mais informações acesse: https://bit.ly/vagaANA

sexta-feira, 5 de novembro de 2021

Vaga na UFC - área de Geologia

Vagas disponíveis!!!!

A UFC está com processo seletivo aberto para 81 vagas. Dentre elas há 1 vaga para geólogo.

Inscrições até 28 de novembro de 2021.

quarta-feira, 14 de abril de 2021

Vaga para Analista Químico Ambiental



 📢 Vaga disponível!

Vaga para Analista Químico Ambiental

Requisito: Formação Superior na área de química
(bacharel ou engenharia), geologia, meio ambiente
(gestão ou engenharia) ou área correlata. 

Inscrições no site: https://bityli.com/YrJSm

Informações retiradas da página da vaga. Descrição do
cargo e demais informações poderão ser obtidas no
mesmo endereço eletrônico.

segunda-feira, 5 de abril de 2021

Vaga de Professor Substituto na UFPR - área de Geologia


Ainda dá tempo de se inscrever!!!!

Requisito: Graduação em Geologia ou Engenharia Geológica; Mestrado com tema de dissertação relacionado às Áreas do Conhecimento, obtidos na forma da lei.

Seleção: Análise de Currículo e Prova Didática. Sendo a prova didática realizada de forma remota síncrona.

Local e Horário das Inscrições: A ficha de inscrição e documentos comprobatórios devem ser enviados por e-mail para a Secretaria do Departamento de Geologia até às 17h do último dia do período de inscrições através do endereço dpgeologia@ufpr.br.  Edital nº 79/21- PROGEPE.


Informações das demais etapas do processo seletivo poderão ser obtidas no mesmo endereço eletrônico.

sexta-feira, 18 de outubro de 2019

16º Simpósio de Geologia do Sudeste

Na próxima semana (20 a 23 de outubro) acontece o 16º Simpósio de Geologia do Sudeste, no Centro de Convenções da UNICAMP em Campinas - SP.

Mobirise

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

UFAM lança concurso para magistério superior

A Universidade Federal do Amazonas (UFAM) divulgou o edital de nº 06/2017 para realização de um concurso que irá preencher 39 vagas em cargos de Professor integrante da carreira do magistério superior, distribuídas entre as Unidades Acadêmicas da capital e do interior. Os cargos exigem graduação na área de atuação, mais titulação de mestrado ou doutorado. 

Dentre as vagas de atuação, encontra-se: Mineralogia, Geofísica, Geologia Regional, Geoquímica, entre outras.

A inscrição deverá ser realizada até o dia 17 de fevereiro de 2017, das 09h às 11h e das 14h às 17h.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Bridgmanita

Cientistas encontram primeira amostra natural do mineral mais abundante da Terra, que compõe grande parte do interior do planeta. Descoberta não veio do subsolo, mas sim de um meteorito, e permitiu a caracterização e nomeação oficial do material

Muito prazer, bridgmanita

O mineral mais abundante da Terra foi identificado recentemente em um meteorito que caiu no nosso planeta há 135 anos e ganhou o nome de bridgmanita. (foto: Chi Ma/ Caltech)


sábado, 26 de julho de 2014

Brasil obtém permissão da ONU para explorar minério em fundo do oceano

Segundo estudos do governo federal, área de 3 mil quilômetros quadrados contém minerais raros usados em indústria de alta tecnologia.

Da BBC
Área a ser explorada fica em águas internacionais, a 1.500km da costa do Rio de Janeiro (Foto: Divulgação/CPRM/BBC)Área a ser explorada fica em águas internacionais, a 1.500km da costa do Rio de Janeiro (Foto: Divulgação/CPRM/BBC)

O Brasil foi autorizado por um braço da ONU a explorar recursos minerais em águas internacionais do oceano Atlântico, levantando tanto potenciais ganhos econômicos quanto preocupações ambientais.

Essa mineração submarina é considerada uma nova fronteira na busca por metais preciosos, como manganês, cobre e ouro, que se tornaram essenciais na economia mundial moderna.

A permissão foi concedida pela Autoridade Internacional de Fundos Marinhos (Isba), órgão vinculado à ONU, e confere ao país o direito de atuar por 15 anos em uma área de 3 mil quilômetros quadrados na região do Atlântico conhecida como Elevação do Rio Grande, localizada a cerca de 1,5 mil km do Rio de Janeiro.

O pedido foi feito em dezembro pelo Serviço Geológico do Brasil (CPRM) em nome do Ministério de Minas e Energia, depois do investimento de R$ 90 milhões ao longo de quatro anos de estudos sobre o potencial geológico desta área.
 
Potencial econômico
 
O Brasil poderá estudar as chamadas crostas ferromanganesíferas ricas em cobalto em projetos de mineração submarina. Segundo os estudos realizados pela CPRM, esses depósitos foram identificados como os de maior potencial econômico e estratégico em levantamentos realizados em expedições a essa região.

"Nestes 15 anos, mapearemos o que existe lá e avaliaremos seu potencial econômico. Depois, podemos entrar com um novo pedido para explorar economicamente", afirma à BBC Brasil Roberto Ventura Santos, diretor de geologia e recursos minerais do CPRM.

"As possibilidades são interessantes, porque é uma região rica em elementos químicos usados na indústria, especialmente nas de alta de tecnologia, na produção de chips, peças de usinas eólicas e carros elétricos."

Santos afirma ainda que o Brasil ampliará seu conhecimento técnico sobre este tipo de mineração submarina, formará profissionais capacitados a trabalhar nesta área e criará tecnologia para tal.

"Somos o primeiro país da América Latina a conseguir essa permissão e, assim, entramos no seleto grupo de países que fazem este tipo de exploração, como Japão, Estados Unidos e China", diz Santos.
 
Novas permissões

Reservas de metais no fundo do oceano são consderadas nova fronteira da mineração (Foto: Reuters/BBC) 
Reservas de metais no fundo do oceano são consderadas nova fronteira da mineração 
(Foto: Reuters/BBC)

Além do Brasil, a ONU concedeu outras seis novas permissões a empresas públicas e estatais do Reino Unido, Cingapura, Ilhas Cook, Índia, Alemanha e Rússia.

Com isso, a área total do leito oceânico liberada para exploração foi ampliada para 1,2 milhão de quilômetros quadrados, sob um total de 26 permissões de exploração científica.

A ONU ainda não conferiu nenhuma permissão de exploração econômica, conhecida como explotação, mas as primeiras devem ser concedidas nos próximos anos, segundo a Isba.

"Existe um interesse crescente", disse Michael Lodge, da Isba, à BBC. "A maioria dessas últimas permissões foi concedida a empresas que esperam minerar estas áreas em pouco tempo".

No entanto, ainda precisam ser negociadas as condições e regras dessa atividade econômica, como por exemplo a divisão de royalties, já que um dos princípios básicos da Isba é que as riquezas do fundo do oceano devem ser compartilhadas globalmente.

A exploração mineral do fundo oceano começou a ser investigada na década de 1960, mas só recentemente tornou-se possível graças a avanços tecnológicos – criados nas indústrias de petróleo e gás. Ao mesmo tempo, o preço destas matérias-primas aumentou, aumentando o potencial retorno econômico, o que viabilizou os investimentos necessários para obtê-las.
 
Impacto ambiental
 
No entanto, esse tipo de exploração não é vista com bons por grupos de defesa do meio ambiente, que alegam que a exploração pode trazer prejuízos para ecossistemas marinhos. Um protocolo para minimizar o impacto ambiental ainda está sendo estudado.

O biólogo marinho Jon Copley, da Universidade de Southampton, vem monitorando a mineração nas chamadas dorsais oceânicas, nome dado às cadeias de montanhas submersas que se originam do afastamento de placas tectônicas.

"Cerca de 6.000km de dorsais oceânicas, ou 7,5% do total, são exploradas hoje por seu potencial mineral", afirma Copley.

"Essas dorsais são um dos três locais do fundo do oceano em que há depósitos minerais que atraem o interesse de países e empresas. Mas também vivem nestes locais colônias de espécies que não são encontradas em outras partes do oceano e podem ser suscetíveis a impactos ambientais gerados pela mineração."

Santos, da CPRM, diz que isso será levado em conta no caso brasileiro: "Faremos um estudo de impacto ambiental junto com o de potencial econômico. Nosso pedido foi muito elogiado por causa disso".

Fonte: O Globo. 24/07/2014.


 

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Era uma vez um deserto

Montanhas verdejantes da região mineira de Diamantina já foram o lugar de um grande deserto na pré-história. A constatação veio da análise de rochas sedimentares de aproximadamente 1,8 bilhão de anos 


Era uma vez um deserto 
O verde abundante e as montanhas altas de Minas Gerais teriam sido um grande deserto há 1,8 bilhão de anos.  
(foto: Fábio Simplicio)

Mesmo em um período sem vida inteligente na Terra, a natureza deu um jeito de registrar a história por meio das diferentes formas geométricas e minerais das rochas. A partir da análise desses elementos, o geólogo Fábio Simplicio, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), descobriu que Diamantina, em Minas Gerais, já foi um grande deserto há cerca de 1,8 bilhão de anos.

A conclusão veio do estudo das formações de arenito existentes na área rural da cidade. Ao consultar trabalhos de outros pesquisadores sobre a datação das rochas, Simplicio verificou que elas se formaram antes de a vegetação terrestre surgir no planeta, o que só ocorreu por volta de 440 milhões de anos atrás.

A idade deu pistas sobre o ambiente das rochas. Segundo o pesquisador, na época da formação desses sedimentos, no final do período chamado de Paleoproterozoico, existiam basicamente dois cenários na Terra emersa: regiões de grandes desertos e/ou de grandes rios.

Depois de dois anos e meio de análises da composição e do formato dos corpos rochosos, Simplicio aposta em uma Diamantina desértica. “As camadas que compõem o arenito ali têm marcas onduladas típicas de grandes áreas planas constituídas por areias depositadas pelo vento, os lençóis de areia”, explica. “Para que isso pudesse acontecer, o solo deveria ser arenoso e o vento, não encontrar obstáculos para o transporte do material.”

Arenito 
Os arenitos, formações rochosas mais abundantes na região de Diamantina (Minas Gerais), teriam se formado pelo acúmulo de grãos de areia transportados pelo vento ao longo de milhares de anos. (foto: Fábio Simplicio)

A hipótese do geólogo é que durante muito tempo os ventos juntaram essas porções de areia e que raros momentos de chuva contribuíram para a cimentação dos grãos. “Sabemos que hoje, quando chove em áreas desérticas, quase sempre são episódios tempestuosos”, diz. “É provável que a areia em contato com água e alguns elementos químicos, como cálcio e ferro, tenha levado a combinações que resultaram na ‘cimentação dos sedimentos no substrato’, registro preservado até hoje.”

 

Atmosfera com oxigênio


Além de analisar os componentes e a idade das rochas, o geólogo percebeu a presença de óxido de ferro (Fe2O3), produto de oxidação, revestindo os grãos de areia. “Isso mostra que essas rochas se formaram em um ambiente em que já existia oxigênio livre na atmosfera”, comenta.

A ciência considera que a oxigenação da atmosfera começou há 2,4 bilhões de anos e, há 1,8 bilhão de anos, teria havido uma grande expansão na concentração de oxigênio. O dado permite correlacionar os eventos atmosféricos ocorridos na região da atual Minas Gerais aos de outras partes do mundo, onde há rochas de mesma idade que mostram sinais de oxidação.

Segundo o pesquisador, a presença de óxido de ferro reforça a ideia de que a região seria um deserto, pois o contato com a água em um eventual processo de transporte em um rio, por exemplo, poderia remover esse revestimento dos grãos de areia.

 

Possível aplicação


Simplicio destaca que o trabalho pode servir de base para a criação de modelos mais completos que reproduzam o ambiente da Terra há 1,8 bilhão de anos e ajudem a conhecer mais precisamente a distribuição espacial dos diferentes sistemas.

Esses modelos podem ter diversas aplicações, inclusive econômicas. “Profissionais da área do petróleo utilizam-se desse conhecimento para antever os melhores locais de extração”, revela o pesquisador.



Por Camille Dornelles

Fonte: Ciência Hoje On-line. 17/01/2014.

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Navegando em águas profundas

Expedição explora áreas do Atlântico Sul nunca visitadas por pesquisadores. Iniciativa promove a descoberta de rochas continentais e de jardins de corais nas profundezas do oceano
Por: Marina Sequinel

O submersível Shinkai 6.500, utilizado durante a Expedição Iata-Piuna, é um dos poucos equipamentos do mundo capaz de levar até três tripulantes a 6 mil metros abaixo da superfície do oceano. (foto: Divulgação/Diário de Bordo)
 
A Expedição Iata-Piuna, primeira exploração da margem continental brasileira realizada com o auxílio de um submarino tripulado, levou à observação de rochas continentais em uma montanha no fundo do oceano Atlântico, a aproximadamente 1,5 mil km do litoral do país. A novidade permite supor que, em determinado momento da história geológica desse oceano, uma porção de área continental tenha se desprendido e submergido.

Realizada entre os dias 9 e 27 de maio deste ano, o objetivo da expedição era fazer estudos geológicos e biológicos no fundo da Bacia de Santos, na Elevação do Rio Grande e na chamada Dorsal de São Paulo.

A Elevação do Rio Grande é uma estrutura topográfica localizada entre a costa do sul do Brasil e a cordilheira meso-oceânica. A Dorsal de São Paulo, por sua vez, é uma cadeia montanhosa situada na margem continental brasileira, a oeste da Elevação do Rio Grande.

A Expedição Iata-Piuna resultou de uma associação entre o Brasil e o Japão e contou com a participação de pesquisadores de diversas universidades e centros de pesquisa do país, como a Universidade do Vale do Itajaí (Univali), de Santa Catarina.

 Expediação Iata-Piuna
 Em exploração conjunta da margem continental brasileira, cientistas brasileiros e japoneses descobriram rochas continentais em uma montanha situada no fundo do oceano Atlântico. (foto: Divulgação/Diário de Bordo.)

A origem geológica da estrutura rochosa avistada tem suscitado discussões entre pesquisadores envolvidos no projeto. Segundo o oceanógrafo José Angel Alvarez Perez, coordenador do Grupo de Estudos Pesqueiros da Univali, ainda não é possível afirmar se o material surgiu no período de separação da Pangeia, continente único da Terra há 200 milhões de anos.

“Observamos formações rochosas grandes, mas, infelizmente, não foi possível coletar fragmentos para análise em laboratório”, relata Perez. “Como só avistamos a estrutura, temos apenas evidência de que pode haver um pedaço de continente no fundo do mar”, pondera.

Jardim de corais

Para os mergulhos em águas profundas, os pesquisadores utilizaram o submersível Shinkai 6.500, que pesa 27 toneladas, tem paredes de titânio com 7 cm de espessura para resistir à pressão da água e capacidade para três tripulantes.

O equipamento pode chegar a 6 mil metros abaixo da superfície do oceano, produzir imagens das áreas analisadas e coletar organismos, água, rochas e solo marinho por meio de braços robotizados e outros instrumentos.

Além de conhecer as rochas continentais, essa tecnologia permitiu aos pesquisadores avistar ’jardins de corais‘, uma amostra da biodiversidade marinha na Elevação do Rio Grande. Perez conta que já se suspeitava da existência de uma ampla comunidade de corais na área, mas isso só se confirmou durante a expedição.

“Esses corais de água fria são de grande beleza”, descreve o oceanógrafo da Univali, um dos tripulantes do Shinkai 6.500 na ocasião do mergulho. O ambiente, a cerca de 1,2 mil metros de profundidade, é sustentado pela corrente marinha profunda, que carreia alimento para os corais e para as espécies a eles associadas (peixes, lagostas, caranguejos, esponjas e ouriços-do-mar).
Jardim de corais 
Jardim de corais na Elevação do Rio Grande. (foto:  Divulgação/Diário de Bordo.)

De acordo com o pesquisador, os mergulhos, que começavam de manhã bem cedo, duravam em média oito horas. Todas as amostras coletadas durante essas descidas exploratórias estão agora sendo analisadas em laboratórios. Os resultados devem estar disponíveis no ano que vem.
A experiência dos tripulantes da Expedição Iata-Piuna – expressão que, em tupi-guarani, quer dizer ‘navegando em águas profundas e escuras’ – está registrada em um diário de bordo on-line.

Marina Sequinel
Fonte: Ciência Hoje On-line/ PR